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NOTÍCIA
PRF: MPF pede prorrogação da suspensão por mais 60 dias
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DATA:
2/2/2010 00:00:00 |
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MPF pede prorrogação da suspensão por mais 60 dias Terça-Feira, 2 de Fevereiro de 2010
No sentido de dar continuidade à apuração das denúncias de fraudes no concurso para a Polícia Rodoviária Federal (PRF) promovido no ano passado, o Ministério Público Federal (MPF) enviou à corporação nesta terça-feira, dia 2, recomendação para prorrogar em mais 60 dias a suspensão da seleção, paralisada desde novembro.
De acordo com a Assessoria de Comunicação Social da Procuradoria da República no Estado do Rio de Janeiro, vinculada ao MPF, o órgão pediu à PRF que divulgue aos concorrentes os termos da recomendação. A FunRio, que organizou o concurso, ainda não se pronunciou oficialmente sobre a rescisão unilateral do contrato imposta pela PRF, que alegou infrações contratuais e quebra de segurança na seleção.
Ainda pela recomendação do MPF, a FunRio terá que depositar o valor arrecadado com as taxas do concurso em conta do Tesouro Nacional à disposição da PRF. O prazo inicial para a devolução das taxas iria até a última segunda-feira, dia 1º, segundo a Assessoria de Imprensa da PRF. Por não ter obtido todas as obrigações firmadas no contrato, a organizadora precisará, também, prestar contas dos recursos obtidos. Ao todo, a seleção reuniu 109.793 candidatos em todo o país.
A partir do recebimento da recomendação, a PRF e a FunRio terão três dias para se posicionar sobre o assunto. Conforme declarou à FOLHA DIRIGIDA no último dia 26, o procurador da República Edson Abdon, responsável pelas investigações sobre o caso, mas que está licenciado até o próximo dia 13, o MPF deverá propor uma ação civil pública, pedindo, no mínimo, a anulação das provas.
"Em face do que já foi colhido, do material probatório que temos, há sim indícios de fraude, o que, por óbvio, levará a propositura de uma ação para anulação, pelo menos, da prova que foi feita", disse na ocasião.
No momento, o procedimento de investigação está sendo conduzido pelo procurador da República Vinícius Panetto. De acordo com a Assessoria de Comunicação Social da Procuradoria da República no Rio, o procurador afirmou que existem provas inequívocas da ocorrência de graves irregularidades.
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